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Investimentos em melhoramento genético contribuem para desenvolver a Rota do Leite em Goiás

  • Publicado: Quarta, 04 de Dezembro de 2019, 14h42
  • Última atualização em Quarta, 04 de Dezembro de 2019, 15h09

Polo na região de São Luís de Montes Belos (GO) recebeu recursos da ordem de R$ 3,2 milhões. Projeção é que 800 famílias de 24 municípios serão beneficiadas

04 12 Rota do LeiteBrasília-DF, 4/12/2019 – Cerca de 800 produtores do setor lácteo na região de São Luís de Montes Belos, em Goiás, ganharam um reforço para auxiliar a melhoria da produção leiteira em 24 municípios que integram o Polo da Rota do Leite no estado. Na última semana, foi lançado o ‘Programa de Melhoramento Genético de Bovinos de Leite’, iniciativa apoiada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para prover melhores espécimes e fortalecer a produção local.

Ao todo, foram investidos R$ 3,2 milhões para a estruturação do centro de pesquisas, com recursos oriundos do MDR, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e de emendas parlamentares. O montante vai beneficiar o Centro de Biotecnologia em Reprodução Animal (Biotec), da UEG de São Luís de Montes Belos, que atuará na análise e produção de embriões para o Polo da Rota do Leite.

No laboratório, serão gerados os embriões de alto desempenho para produção de leite. A expectativa é que sejam distribuídos sete mil gérmens aos produtores rurais, sendo que cada animal pode render cerca de 40 litros de leite ao dia. Segundo o coordenador-geral substituto de Sistemas Produtivos e Inovativos do MDR, José Joaquim Carneiro Filho, a produção na área de abrangência do Polo pode ser acrescida em até 280 mil litros diariamente.

“Nosso objetivo maior é fortalecer a produção, a produtividade, a qualidade e a sanidade do leite produzido na bacia leiteira de Goiás, baseado em melhoria genética e estruturação da atividade. A Rota do Leite no estado tem sido um sucesso e vamos poder melhorar as condições de produção dos associados e incentivar o desenvolvimento da região. Com o aumento da produção leiteira, o volume de recursos pago aos produtores locais pode chegar a R$ 360 mil por dia. Fora isso, outros setores vinculados à cadeia produtiva, como marketing, logística, embalagem. Isso é promover desenvolvimento”, destacou.

Para o próximo ano, há a previsão de mais 4,4 milhões para a estruturação de mais dois laboratórios que farão análises da qualidade do leite produzido na região atendida pelo Polo APL Lácteo da Região de São Luís de Montes Belos. A iniciativa é coordenada pela Fapeg. O local fará estudos sobre leite fluido e sobre produtos e derivados do leite. A medida representará, também, mais recursos para o estado, uma vez que o leite produzido em Goiás é analisado por laboratórios em São Paulo. Estimativas apontam que o gasto para o envio do material é de R$ 500 mil mensais.

Atualmente, a Rota do Leite conta com cinco polos estruturados pelo País. Além da unidade em Goiás, há ainda atuação em Mato Grosso do Sul, Ceará e Rio Grande do Sul.

Rotas

O Programa Rotas de Integração Nacional atua com redes interligadas de arranjos produtivos locais (APLs) que promovem inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade de empreendimentos associados. Isso ocorre a partir da coordenação de ações coletivas e iniciativas de agência de fomento. As Rotas atuam de acordo com diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e são parte das estratégias do MDR para a inclusão produtiva e o desenvolvimento de regiões.

Atualmente, há dez tipos de Rotas: do Açaí; da Biodiversidade; do Cacau; do Cordeiro; da Economia Circular; da Fruticultura; do Leite; do Mel; do Peixe; e da Tecnologia da Informação e Comunicação. Os 35 polos fundados atuam efetivamente em mais de 600 municípios das cinco regiões do País.

Somente no ano de 2019, foram descentralizados mais de R$ 13,5 milhões para a execução de 19 projetos selecionados conforme critérios técnicos em parceria com empresas públicas como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), universidades, institutos federais, secretarias de Estado, consórcios municipais, entre outros executores.

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