Marcio Fortes inaugura estação de tratamento de esgoto em Uberaba (MG) e visita obra em Joinville (SC)
26/06/2009O ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, representou o presidente Lula, durante a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Francisco Velludo, em Uberaba (MG), na sexta-feira (26). A agenda do ministro também incluiu visita a obra de urbanização de lotes em Joinville (SC).
“Os investimentos em saneamento significam melhoria da qualidade do meio ambiente e, consequentemente, mais saúde para a população”, afirmou o ministro durante o evento em Uberaba. Com a estação, o percentual de esgoto tratado no município passa de 2% para 76%. O contrato, que foi financiado pelo Ministério das Cidades, prevê ainda a construção de um emissário e de uma segunda estação de tratamento.
O valor do investimento do conjunto de obras foi de R$ 39,9 milhões, sendo que R$ 34,9 milhões foram financiados pelo governo Federal. A contrapartida da prefeitura, que atuou no empreendimento por meio do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (CODAU), é de R$ 5 milhões.
Esgoto – Dos recursos investidos no conjunto de obras, R$ 17 milhões foram destinados à construção da ETE Francisco Velludo, também conhecida como ETE Rio Uberaba. Desse montante, R$ 14,9 milhões foram financiados pelo governo Federal. A capacidade de tratamento da nova estação é de 465 litros por segundo e sua eficiência na redução de poluentes é de 93%.
Com as operações da ETE Francisco Velludo também será possível o aproveitamento do lodo para produção de adubo.
A segunda estação, a ETE Ribeirão Conquistinha, que está em processo de licitação e contará com investimento de R$ 15,7 milhões, será responsável pelo tratamento de mais 22% do esgoto coletado. Quando essa estação estiver em funcionamento, Uberaba atingirá o patamar de 98% de esgoto tratado. Para conduzir esse esgoto, será construído um emissário, que conta com investimentos de R$ 7,2 milhões.
O ministro disse ainda que o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) prevê a resolução dos grandes problemas do passado. “O PAC não é de prateleira. Até 2010, cerca de 80% das obras serão concluídas”, completou. Recentemente, o município foi contemplado com R$ 28,8 milhões do PAC drenagem.
Joinville – No Sul do país, o ministro visitou a Vila Cubatão II, onde, pelo PAC, está sendo feita a urbanização de lotes. Com investimentos de R$ 2 milhões do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), a obra irá beneficiar 225 famílias. Participaram também da visita o prefeito de Joinville, Carlito Merss, o secretário municipal de habitação, Alsione Gomes de Oliveira Filho, e o superintendente regional da Caixa, Adir José da Silva.
Entre os compromissos, participou da cerimônia de posse do novo secretário de Infraestrutura de Joinville, Ariel Arno Pizzolatti, e reforçou que o PAC é resultado de vontade política do governo federal e de decisão técnica das prefeituras e governos estaduais que executam o programa. “Ao todo já são R$ 637 bilhões de investimento pelo PAC em todo o país”, ressaltou.
Para Ariel Arno Pizzolatti, “o problema do saneamento nunca foi enfrentado desta forma em outros governos”.
Nas áreas de habitação de saneamento, o PAC tem diversos investimentos em Joinville. Para elaboração de planos locais de habitação de interesse social são R$ 93,94 mil. Há uma obra de saneamento integrado e urbanização em favelas no Jardim Paraíso (R$ 15 milhões), de ampliação do aterro sanitário (R$ 9,813 milhões), de ampliação do sistema de esgotamento sanitário, com rede coletora e 17 mil ligações prediais (R$ 39 milhões), e de ampliação do sistema de abastecimento de água, com substituição de 14,7 km da adutora de águas do Rio Piraí, construção e interligação dos reservatórios nos bairros Bom Retiro e São Marcos (R$ 27 milhões).
Também no município, está em andamento a implantação de sistema de esgotamento sanitário. A ação conta com recursos de R$ 17 milhões do Ministério das Cidades e está com 70% de execução.
Joinville recebeu a quantia de R$ 16 milhões, na seleção do PAC drenagem. “Nenhuma moradia é construída sem que haja o saneamento necessário”, concluiu o ministro, reforçando a importância do saneamento ambiental para o Ministério das Cidades.
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