Angolanos e brasileiros trocam experiência em área habitacional
20/11/2008Fonte: ANGOP - Agência Angola Press
Luanda – O ministro das Cidades do Brasil, Márcio Fortes, manifestou hoje, quarta-feira, em Luanda, o interesse do seu país em trocar experiências com o Governo Angolano na execução de projectos habitacionais.
Falando à imprensa, à saída de uma audiência com o ministro angolano do Urbanismo e Habitação, Sita José, o governante disse ter aproveitado o encontro para analisar conjuntamente as possibilidades de melhoria habitacional das cidades, incluindo o saneamento básico, transportes urbanos e suburbanos.
Segundo Márcio Fortes, Angola é um país que está a passar por uma fase de reconstrução nacional, onde a prioridade é dar moradias condignas aos seus cidadãos, situação que afirma continuar nas prioridades do Estado brasileiro.
“Trocamos impressões sobre o atendimento, a urbanização, a construção de casas, o saneamento que envolve água, esgoto, drenagem, a questão dos transportes urbanos, regularização fundiária e o tratamento e conservação dos sítios históricos”, explicou o governante.
Para si, um aspecto importante abordado foi a questão de como vão colaborar nas áreas discutidas, uma vez que são questões semelhantes nos dois países.
Do seu ponto de vista, "o problema não é só construir as casas", mas também estudar as formas de "dar as mesmas à população".
"Tem que se dar autorização prévia dos terrenos, mostrar como devem ser construídas e como os moradores vão poder se beneficiar dos diversos sectores sociais que englobam uma localidade, como escolas, hospitais, creches entre outros”, disse.
Márcio Fortes defendeu que todas as zonas construídas devem ter os padrões de habitabilidade exigidas, para que as pessoas não necessitem percorrer distâncias para se beneficiarem de certos serviços.
“O mais importante não é só construir, mas também erguer residências com água canalizada, energia eléctrica, sistema de esgotos eficientes e tudo mais que sirva os cidadãos”, concluiu.
Por sua vez, o ministro angolano do Urbanismo e Habitação, Sita José, sublinhou que o Estado brasileiro tem uma vasta experiência no domínio da urbanização e, como tal, deve ser um parceiro a ter em conta na problemática da urbanização.
O governante recordou que o Governo Angolano tem como objectivo a construção de um milhão de casas pelo país, alertando que esta deve ser encarada como uma incumbência de todas as forças vivas da Nação.
“Nesta ocasião, estamos a envolver todas as províncias, para num espaço de 15 dias começar uma nova era de urbanização para assentar as populações. Nesta empreitada não vamos tratar apenas de residências, mais também da qualidade ambiental”, referiu.
Com a delegação brasileira, explicou, abordou o interesse de Angola de proceder a regularização das ocupações que acontecem muito nas periferias das grandes cidades.
“Neste momento, o Estado decidiu que chegou o fim das ocupações anárquicas. Agora vamos colocar nestas zonas todos os serviços básicos”, expressou.
O Governo Angolano tem como um dos seus principais projectos até 2012 a construção de cerca de um milhão de habitações sociais.