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Rotas de Integração Nacional

Publicado: Terça, 12 de Março de 2019, 11h31

Contextualização

Em busca da concretização dos objetivos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, o Ministério da Integração Nacional, por meio da Portaria MI nº 162, de 24.04.2014 - atualizada pela Portaria MI nº 80 de 28 de fevereiro de 2018 - estabeleceu as Rotas de Integração Nacional - Rotas - como estratégia de desenvolvimento regional e inclusão produtiva. Atualmente, as Rotas constam do Programa 2029 - Desenvolvimento Regional e Territorial (PPA 2016-2019), objetivo 0840 - Promover a estruturação de atividades produtivas, arranjos produtivos e rotas de integração para o desenvolvimento regional e territorial.

 

Definição

As Rotas são redes de arranjos produtivos locais, associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR.

As rotas promovem a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva e o desenvolvimento regional.

rotasintegracao

 

Perguntas e Respostas (FAQ)

Segundo dispõe o artigo 6º, da Portaria MI  nº 80, de 28 de fevereiro de 2018, a seleção das cadeias produtivas apoiadas pelas ROTAS deverá estar alinhada com as diretrizes da Política Nacional do Desenvolvimento Regional - PNDR, e obedecerá aos seguintes critérios:
I - público-alvo: prioridade a famílias com renda domiciliar per capita abaixo da média nacional;
II - potencial de inclusão produtiva: atividades com baixos custos iniciais e reduzido valor de custeio;
III - representatividade e afinidade com a identidade regional: foco em atividades alinhadas com a cultura regional, explorando seu potencial de diferenciação como vantagem competitiva;
IV - sustentabilidade ambiental: atividades de baixo impacto ambiental e que deve contribuir para a preservação e recuperação do seu bioma;
V - potencial de crescimento do setor: a atividade deve apresentar forte potencial de crescimento;
VI - atividade intensiva em emprego: o setor deve apresentar forte coeficiente de geração de emprego direto e nos setores de beneficiamento e serviços;
VII - potencial de aprofundamento tecnológico: o setor deve comportar oportunidades de novos produtos e negócios a partir de inovações nas atividades de produção e processamento ou nos serviços associados;
VIII - encadeamento produtivo: as atividades devem contribuir para o encadeamento produtivo entre fornecedores, prestadores de serviços, produtores, processadores e consumidores, fortalecendo a malha produtiva, a rede de cidades dos territórios e a cooperação intersetorial; e
IX - convergência de iniciativas: serão privilegiadas atividades amparadas por outros projetos de promoção do desenvolvimento socioeconômico, públicos ou privados, de modo a somar esforços e criar convergência entre as diversas instituições envolvidas.

 

Com a finalidade obter maior eficiência em ações de desenvolvimento regional, o Ministério da Integração Nacional encomendou estudos à Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, que indicassem, segundo critérios pré-estabelecidos (vide pergunta nº 1 do FAQ), as cadeias produtivas mais estratégicas para a formação de Rotas de Integração em todo o país. 

As cadeias sinalizadas pela Rede de Pesquisa em Sistemas Produtivos e Inovativos Locais Sinal - REDESIST (da UFRJ) foram validadas em debates junto a todos os estados brasileiros e principais órgãos de fomento, a partir de oficinas macrorregionais, realizadas em parceria com as superintendências de desenvolvimento regional (SUDENE, SUDAM e SUDECO), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (na Macrorregião Sudeste) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE (na Macrorregião Sul).

As oficinas macrorregionais contaram com a cooperação dos Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC e permitiram uma convergência estratégica entre os ministérios de fomento ao desenvolvimento setorial (MDIC), regional (MI) e territorial (MDA) com a base metodológica das Rotas da Integração Nacional.

A sinalização setorial e territorial das Rotas, no Estudo Redesist tem facilitado o diálogo com os bancos de desenvolvimento (Banco da Amazônia, Banco do Brasil e Banco do Nordeste), que operam os fundos constitucionais e os fundos de desenvolvimento regional, sob a responsabilidade do MI. Atualmente estão sendo discutidas linhas de financiamento temáticas a partir dos setores priorizados, com a participação das superintendências de desenvolvimento regional (Sudene, Sudam e Sudeco) vinculadas ao MI e corresponsáveis pela gestão dos fundos regionais.

Norte   Nordeste  Centro-Oeste  Sudeste   Sul
Açaí e Frutos da Amazônia  Mel e produtos das abelhas Leite Fruticultura  Leite e Laticínios
Piscicultura e Aquicultura Ovinocarpicultura  Piscicultura Cultura e Turismo Confecções
Biodiversidade da Floresta Cultura e Turismo Madeira e Móveis Moda Tecnologia da Informação
Prospecção de Setores para Rotas de Integração Nacional - Redesist
 

Os Polos são aglomerações territoriais de cadeias produtivas estratégicas, dotadas de expressiva produção regional, comitê gestor ativo, planejamento estratégico, abrangência territorial definida, visão de futuro e carteira de projetos. Para a seleção de um Polo a ser trabalhado no território brasileiro, uma análise técnica é realizada, baseada nos critérios acima, em especial atenção à PNDR, com o intuito de aumentar a assertividade do local escolhido para representar os produtores de determinado Arranjo Produtivo Local - APL. Em suma, são consideradas a organização social do local (APL), sua produtividade, perfil econômico da região (PNDR), dentre outros.

 

Acesse o Fluxograma do Programa Rotas de Integração Nacional e entenda as etapas que vão desde a Oficina de Planejamento até a execução de projetos priorizados.  

 

O Polo, formado na Oficina de Planejamento (intervenção do Ministério no território), deve trabalhar de forma organizada em busca dos objetivos específicos da Rota trabalhada. Formado a partir de produtores locais e demais atores que atuam na cadeia produtiva, o polo deve buscar a execução da Carteira de Projetos (elaborada na Oficina de Planejamento) lançando meios próprios e buscando auxílio das parcerias formadas, para que as atividades organizadas e regidas pelo Polo possibilitem o sucesso das ações pretendidas. 

 

Cabe ao Comitê Gestor do Polo identificar, viabilizar e acompanhar ações e questões inerentes ao desenvolvimento da cadeia produtiva no seu território de abrangência, de acordo com a definição de prioridades estabelecidas na carteira de projetos, definida na Oficina de Planejamento de instituição do Polo. 

O Comitê Gestor deverá revisar a carteira de projetos periodicamente, de acordo com as prioridades estratégicas do polo, e os resultados alcançados deverão ser comunicados à Secretaria de Desenvolvimento Regional para atualização do sítio eletrônico do MI.

 

Para participar de um Polo do Programas Rotas de Integração:

Envie um e-mail para os coordenadores da Rota desejada solicitando a sua participação como membro do Polo. Seu pedido será encaminhado para o Comitê Gestor do Polo para análise;

Para solicitar a criação de um Polo do Programa Rotas de Integração Nacional:

Preencha a planilha de Diagnóstico da Cadeia Produtiva com dados do Arranjo Produtivo Local que ensejaria a Intervenção do Ministério da Integração Nacional (fundação de um Polo do Programa Rotas), justificando a solicitação e envie para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Seu pedido será analisado pela equipe do Programa Rotas de Integração Nacional.

 

As Rotas em Execução

  • Rota do Açaí (em construção)
  • Rota da Biodiversidade (em fase de articulação inicial)
  • Rota do Cacau(em construção)
  • Rota do Cordeiro
  • Rota do Leite(em construção)
  • Rota do Mel
  • Rota do Peixe (em fase de articulação inicial)
  • Rota da Tecnologia da Informação (em fase de articulação  inicial)


Legislação

  • Portaria MI nº 80 de 28 de fevereiro de 2018 - estabelece as Rotas como estratégia de desenvolvimento regional e inclusão produtiva do Ministério da Integração Nacional;
  • Portaria YY de 2018 - Estabelece diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês Gestores dos Polos das Rotas de Integração Nacional;

 

Arquivos



Coordenação do Programa

Ministério do Desenvolvimento Regional
Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano
Tel.: (61) 2034 - 5404
e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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